
É um crime o que você deixou acontecer comigo. E soa tão doloroso. É impressionante o modo como deixo me usar tão bem assim, e você sabe que tem o poder em suas mãos. E é tão difícil para acreditar. E é tão difícil para não aceitar. Espero pelo dia que demonstrará sua fraqueza, demonstrará o quanto pode ser fraco. Pode me mostrar de uma forma mais verdadeira? E nosso orgulho quando nos perdemos? E a dor que pegaremos? E o carinho que sobrará? Serão suficientes? Vejo o roçar de nossas peles, de nossos línguas tão húmidas quanto o sabor de estar junto de ti. Por favor, deixe-me ficar, eu tenho tanto o que te mostrar, tanto o que te falar. E enquanto o tempo passa, o silencio acompanha tão bem, tão sincronizado. Sincronizado queria eu que estivesse ao meu carinho, ao meu desejo... Esqueça isso, já disse o que fazer. Se soubesse como eu me vingo. Se soubesse como eu me submeto as mentiras que vejo tão claramente. O que diz? O que faz quando não está aqui? O que procura? E como eu poderia acreditar quando isso tudo pairam sobre mim? Comece de novo, agora. Espantar os demônios que já estão fracos seria uma vitória tão prazerosa, embora soubesse que esteve fácil por estes tempos, e soubesse que a luta já estava ganha. Mas você lutaria de novo? Ficaria e resistiria? É incrível como as pessoas que mais gostamos, amamos até, são as que mais nos machucam, uh?! E, acredite, eu sei tão bem quanto você. E posso dizer que já fui tão machucada, como também machuco, e sabemos que podemos. E fazemos porque são essas pessoas que cedem em deixar, como eu cedo pra ti. E nada prova esse meu gostar por você quando sabe que eu o deixo vir e fazer-me. E faz. E sabe. E continua. E eu desconto e me vingo pra tão longe... Em lugares que não queria estar, mas estive. Eu não quero mais voltar para estes lugares, mas parece que eles vem até mim e me abraçam, e me beijam como soubesse, e me levam para casa me colocando para dormir, e apertam minha mão com tanta força que o meu grito não é suficiente, minha agonia não é capaz. E só me resta algumas lágrimas, tais que só param quando o sono também vem me abraçar. E então algo me acorda, e eu te cheiro tão fundo, às vezes te dou Bom-Dia. E quando eu levanto, quando o meu dia começa, lá estamos nós, cometendo os mesmos erros, porque nós... Nós nunca iremos aprender. E o sabor dessa tortura me faz querer mais, e eu tenho. Porque essa tortura também é sua, e quando ela escorre em suas mãos, eu estou lá limpando com minha língua, tomando essa sua dor, tomando esse seu sangue. E é assim que você aprenderá, verá... E assim ficaremos. Mas nada além disso, por enquanto! O futuro trará o necessário enquanto riremos falsamente, enquanto nos amaremos sínicamente, porque é assim que é. E esperaremos a verdade, esperaremos o eterno de nós dois. Então venha, me beije... Me torture.
"Se você quer que eu escute, sussurre. Se você quer que eu corra, apenas ande. Escreva seu nome em renda e couro. Eu consigo te ouvir, você não precisa falar nada. Vamos cometer mil erros, porque nós nunca iremos aprender. -- Você é minha obsessão, meu fetiche, minha religião, minha confusão, minha confissão. O único que eu quero esta noite. Você é minha obsessão. Meu fetiche. -- Você pode me beijar com tortura. Me amarre em cadeiras de ouro. Deixe-me começar descoberto, errado ou certo. É tudo uma brincadeira. Você é..."
