abril 28, 2012
D. Or. D. Eus.
Diziam que Ele sempre estaria aqui com ela, a ajudando, a apoiando e lhe dando forças para aquelas coisas pela quais não conseguiria ir pra frente. Pois bem, ela não está conseguindo e Ele não está aqui. Não a abraça, não a beija e muito menos lhe dá conselhos, não a mostra caminhos ligeiros.
Diziam que Ele não tinha coração porque Ele já era um, um coração dos pés a cabeça, cabia-o amor sempre, sem apertos, sem dor e com vãos, tais que seriam preenchidos pela dor que, futuramente, seria curada. Pois bem, el não está se curando.
Fica pensando nos seus erros, nas suas ignorâncias e na vida. Fica refletindo o porque de tanta dor, mas sempre tem alguém que quer comparar sua vida com algum enfermo, algum morador de rua, alguém em coma, deficiente... Não, não tem nada a ver, cada um tem aquilo pelo o que cativou, não o convém. Cada um tem suas doenças por má sobrevivencia ou maus cuidados.
Aquele drama que lhe verte entre os dedos, entre as palavras e entre as lágrimas é tão melancólico, não chega a ser bonito. Talvez porque não seja uma história de amor, apenas uma história da dor, dor de estar viva, dor dos problemas existenciais, dor da própria dor, dor de estar aqui e sofrer, dor de não conhecer direito a felicidade, porque em pleno vinte e um anos de idade tal vida viveu de tudo, mas não teve de nada. Ou de tudo. Quem sabe? Onde se encaixa o molde nunca é perfeito, sempre vaza aquilo que deveria ser completado nela, por ela, com ela, aquilo que deveria a completar. Não completa. Não cabe. Não fixa. Desencaixa fácil. Cai. Não cabe. Não a completa.
Ela quer estar com Ele, quer ajuda, apoio, quer abraços, beijos, conselhos... Ele não vem e Ele não a vê. Ela tem um coração bom, até, maldade todos tem um pouco, ninguém é perfeito... Nem Ele.
Ela tenta, mas já não o vê como dizem... Ela diz quem Ele é, assim ela acredita mais. Grande, escuro e sem fim... Iluminado pelas estrelas.
abril 21, 2012
"It's gonna hurt, but I love the pain."
Ela ainda se pergunta os motivos de estar viva. Ela ainda se questiona os fatos de sua dor. Merecidos? Consequências? Castigo? Carma? Ela não sabe, mas acredita nos piores motivos possíveis. Ela acredita que uma dor passa machucando mais, ferindo mais. E o faz. Revira o que tem para estar alí, sofrendo e se goterjando em lágrimas. Se compele em sádicas substâncias. Se complica em brigas, sentidos e imagens. Dor. Se complica em passados que não existiram e futuros não sábios. sabidos? Imaginados. Sonhados. Ela acha que tem tudo sem nada ter. Ignorante. Gasta sua energia sádica em falsas feições, compelindo imagem mórbida e ávida. Escárnio.
Ouviu dizer que Domingo seria frio e chuvoso e se lamenta por esta noite não estar assim, podendo, dessa forma, se camuflar alí. Sempre escuta em buscar a fé em tal circunstâncias. Sempre tenta crer, sempre se desacata. Só resta o Universo, única coisa real que essa menina-mulher acredita. "Talvez Deus possa estar dos dois lados da arma." Talvez ela crie crises e doenças, fraquezas e inseguranças e tudo isso o Universo passa a dar-lhe. Ou ela mesma passa a acreditar e ver. Psicológica. Ela diz: "Isso não termina, porque ainda não tem fim, só voltas, voltas e voltas, como um pequeno círculo centrado. Só." E roda e roda e roda e roda... Nâo sai, não entra. Não fica, não vai. Estreita linha curva reta.
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