abril 17, 2011

Desapontamento.


- Tem vezes que nos enganamos, outras amamos. Se isso já não for um sinonimo. Ainda assim, eu espero por Julho e penso em sempre pular Dezembro. Tenho marcas pelo meu corpo, cicatrizes invisíveis de passados assombrados que às vezes me visitam e acabam estragando meu presente e, supostamente, meu futuro. Esperei por momentos que nunca chegaram. Todo dia repito: - Chega, é preciso ignorar e amar quem se ame, quem te ame -. andei negando, desamando e "des-sofrendo". Isso prova para você mesmo o quão forte é, o quão capaz pode ser ao tomar essas atitudes. O pior é que outrem não pensa assim, sempre achando que é exagero demais, motivos demais, mas não... Faça. Fale. Aja. Comente. Ame, principalmente. Prove. Não é exagero demais, motivos demais. É de menos, amor de menos.
Fique... Faremos isso melhor, basta me ajudar. Vamos nos apaixonar de verdade, confiar de verdade.
Tanta ilusão faço por cima disso tudo. É quando penso que algumas coisas poderiam dar certo sem nunca poderem dar, como nunca deu no meio desses tempos todos. Parecem anos. Não, são alguns meses.

"(...) E nós poderíamos ter sido felizes. Que coisa lastimável. Uma coisa horrível estragou todo o resto. Mas isso não se tornará tão frustrante, e eu espero que você encontre o seu caminho novamente, e isso não se tornará tão grandioso, e tudo isso se resume então ao que você fez. - Nós fizemos. - Na noite em que nós brigamos, eu fugi, então você estava certo. Eu decidi, eu decidi, eu decidi arrancar você de mim. Na noite que nós brigamos, eu fugi de sua luz, ela estava exatamente lá. Eu decidi. Mas isso não se tornará tão frustrante, e eu espero que você encontre o seu caminho novamente, e isso não se tornará tão grandioso, e tudo isso se resume então o que você fez. - Nós fizemos. - Uma coisa horrível estragou todo o resto. - Desapontamento."

abril 04, 2011

... Me toca, me tenta e me deixa pra tráz!
Não foi por querer, não te quero mais! (...)

Ontem chorei...

Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento.
- Caio Fernando Abreu