agosto 03, 2012
Tento pensar em não pensar ou, até mesmo, pensar em como pensar o que quero pensar... Ou não quero pensar.
Talvez mais dolorosa que a dor física. Anseia. O grito que seu corpo dá: - "Vá e disista."
Vá, sangre.
Vá, escorra pelos ralos.
Vá, escorregue entre as brisas que percorrem teu corpo, como estes que tu não consegues segurar. Escapa, escorre, te convida ao arrepio e se vai. Parece prazeroso pra essa ilusão.
É quando o mudo sofre e não pode gritar.
É quando o cego sofre em não saber a cor do céu, em não saber que cor é o azul que está ali de dia ou o laranjado da noite.
É quando o surdo tem a mulher de sua vida e a voz tão doce dela não pode soar em seus ouvidos tão frágeis.
É quando eu não tenho o que reclamar da minha saúde mas cá estou eu... Necessitada de vida, de mais voz, de mais sentidos, cores...
Vá, sangre.
Hoje pude, por mais um dia, me acalmar com a lua tão cheia e nova. Grande e calma, alí, bem em frente meus olhos. Só dos olhos.
Não vou... Quero ficar e esperar pela lua amanhã. Cheia ou não, quero estar ali procurando ela.
Assinar:
Postagens (Atom)