
Eu queria poder vê-lo ao menos um vez, para eu poder abraçá-lo e encher seu rosto e beijos, poder apertá-lo em meus braços, dizer; gritar para todos o quando eu senti tua falta. Pelo menos uma vez, já que parece que nunca mais o verei. Sei que o me mostrou nessa vida não foi algo produtivo, me influenciou, me ensinou, aconselhou. Sei que aprendeu a gostar de mim, como a me amar também. Te desapontei alguns vezes a respeito de nossos outros dois amigos, mas entretanto, você nunca será substituído, não naquele lugar dentro do meu coração que está reservado só para você. Um lugar seu, que és dono.
Às coisas se distorceram, você se foi, e hoje não posso mais ter seus abraços, os lábios que me falavam coisas engraçada e faziam do meu dia um maravilhoso dia. Um dia alegre. Lábios que já toquei. Lábios que me falaram coisas triste, me recorrendo aos teus olhos penetrantes, que faziam os meus brilharem como também chorarem. Meu olhos, aqueles que enxergava o certo no errado, o bonito no feio, o sentimental no material. Olhos os quais tu viu chorar junto com meu sorriso tímido, bobo, para disfarçar o que senti naquele momento. Com aquela música. Agora em seus braços que me acolhiam, me rodavam e me roubavam. Braços, digamos forte, que enquanto eu ia para um lado me puxavam para outro, junto ao teus amigos, me fazendo desistir de minha tragetória pra seguir-te. Braços fortes que já me deixaram marcas, boas marcas.
Marcas. Marcas que posso ter até hoje para todo o resto de minha vida. Marcas que tu me fez, mesmo pelo seus braços, lábios, olhos, coração. Vou sentí-lo em mim a cada instante que eu estiver vida. Embora tu pouco possa se lembrar de mim, eu nunca me esquecerei de você. E isso é uma promessa. Ainda te ouço dizer que sou tua melhor. E isso me deixa tão confortável, estável... Acreditando ou não, me faz sentir bem. E eu não vou parar. Eu não vou esquecer.
- Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo. Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com seu carinho e lembrei de um tempo... Porque o passado me traz uma lembrança do tempo que eu era criança e o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço ou um consolo. Hoje eu acordei com medo mas não chorei, nem reclamei abrigo. Do escuro eu via um infinito sem presente, passado ou futuro. Senti um abraço forte, já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim. De repente a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua, que vai ficando no caminho, que é escuro e frio mas também bonito porque é iluminado pela beleza do que aconteceu há minutos atrás. -
E eu vou te esperar. E se for pra ir te buscar, eu busco. Se for pra matar, eu mato. Se for preciso, eu faço. Porque você é meu Carlos. O meu melhor amigo. E de você, não desisto tão fácil, amigo. Continuo pensando, sonhando, te amando do jeito que sempre amei. E, por favor, nunca, nunca me deixe sozinha. Eu preciso de você. Mesmo longe, nessa cidade. Tão perto, ao mesmo tempo tão longe...