setembro 16, 2012
Não gosto de meio termos...
Não quero mudar ou tirar "isso" de mim, do meu jeito... Se sentimos indiferença entre uma pessoa e outra, se sentimos que algo está errado, se vemos essas coisas por tudo o que sentimos, por tudo o que veneremos por um amor, é porque é isso o que temos, amor. Talvez em excesso, eu sei, mas o que há de ruim nisso? Precisamos entender que entre duas pessoas não há mais nada e ninguém além de paixão, amor, vontade, desejos... Confiança. Facilitar. Amar, também. Aceitar. Esquece. Não terá brigas senão tivermos motivos, por mais tolos que sejam. Deixa eu ser assim, eu gosto. Sou a verdade disso tudo. Sou a dor dessa coisa.
Um dia eu li que o amor não é uma merda, o amor não estraga a gente... O que estraga o amor é a gente... Que não cuida. Me deixa ser cem por cento, me deixa ser completa, me deixa sem além disso. Deixa eu explodir, xingar, ultrapassar limites. Sou a prova, eu provo. Dor curando dor. Amor curando amor. Ou isso ou nada.
agosto 03, 2012
Tento pensar em não pensar ou, até mesmo, pensar em como pensar o que quero pensar... Ou não quero pensar.
Talvez mais dolorosa que a dor física. Anseia. O grito que seu corpo dá: - "Vá e disista."
Vá, sangre.
Vá, escorra pelos ralos.
Vá, escorregue entre as brisas que percorrem teu corpo, como estes que tu não consegues segurar. Escapa, escorre, te convida ao arrepio e se vai. Parece prazeroso pra essa ilusão.
É quando o mudo sofre e não pode gritar.
É quando o cego sofre em não saber a cor do céu, em não saber que cor é o azul que está ali de dia ou o laranjado da noite.
É quando o surdo tem a mulher de sua vida e a voz tão doce dela não pode soar em seus ouvidos tão frágeis.
É quando eu não tenho o que reclamar da minha saúde mas cá estou eu... Necessitada de vida, de mais voz, de mais sentidos, cores...
Vá, sangre.
Hoje pude, por mais um dia, me acalmar com a lua tão cheia e nova. Grande e calma, alí, bem em frente meus olhos. Só dos olhos.
Não vou... Quero ficar e esperar pela lua amanhã. Cheia ou não, quero estar ali procurando ela.
julho 31, 2012
'Não precisa ser a saudade. Pode ser o amor, pode ser a angústia... Pode ser o ódio e a insegurança. Não precisa só ser a saudade que não caiba apenas em seu corpo, talvez outros sentidos lhe preencham mais do que deveriam para lhe beirar à borda, talvez eles queiram transbordar por tudo, inclusive por seus olhos.
maio 28, 2012
The same pain. (2)
E o que eles chamam de "olhos" é fundido, é afundado, transbordado, carregado, encharcado, levado, surrado em seu próprio mar. Mar de ressaca, mar violento que não para, e nas noites de temperatura mais baixas é arremessado em plenas ondas contra as paredes, carregando aquelas coisas ruins para longe mas que, como todo bom mar, tudo o que é levado, é trago de volta. Tragado. E voltam, e sujam, machucam. Malditos olhos encharcados. Malditas dores que não passam e só chegam. Adeus. Eu disse Adeus centenas de vezes para essas coisas mas elas voltam, sempre voltam e talvez eu queira isso. Jogo no mar para que, propositalmente, elas voltem, voltem a me atingir, molhar novamente todo meu corpo quente e, enfim, eu voltar a me afogar. E eu sei. E eu quero.
The same pain.
Adoro ver que, a cada dia que passa, vou vendo o que o mundo E o que chamamos de um "Deus" nos reserva. Se é que nos reserva mesmo, porque para mim não tem nada reservado a não ser as consequências de seus próprios passos. Dos meus próprios erros. De vossos erros. Erros simples e bobos que viram tornados e uma extensa dor de cabeça. Para mim, meu destino é chamado de uma das palavras mais belas: Dor. Eu gosto e já me acostumei, os efeitos colaterais são os básicos de uma dor. Dói. Normal. Vem e vai e volta e trás e vai pra voltar sem nunca ir. Nunca ir, nunca só ir, nunca despedidas desse adjetivo tão belo. Como se fosse tatuado em meu peito, escrito com meu sangue e preenchido em minha alma. Assim, simples em meu viver, em meus dias e vida, até que tudo vá. Se eternize fora daqui, fora da existência de meu ser. Morta.
maio 09, 2012
Quando penso que estou forte, fraco eu estou.
Sou o inverno e a tempestade. Sou o frio, o asfalto, sou o cancêr em suas veias. Sou as lágrimas e os espinhos de sua rosa favorita. Sou a parte (inteira) do seu corpo que você mais odeia. Seu seu número do azar, sou sua infidelidade e sua tristeza. Sou a dor reconhecida. Sou todo o mau em mim mesma. Sou a guerra, sou as armas e os tiros que te atingem. Sou todo esse mau... Em mim mesma. Sou meu frio, sou meu inverno e a a chuva que me atinge no dia mais frios do ano. Sou os buracos que tropeço mesmo desviando. Sou a doença em minha alma e o sangue contagioso
. Sou as lágrimas ácidas que perfuram e rasgam minha pele e os espinhos que em minha pele vive. Sou o defeito de meu corpo visível. Sou meu azar infiel e a tristeza. Sou a derrota. Sou a dor e sofrimento sem fim. Sou eu viva reconhecendo a dor que não acaba. Sou eu, Dor sem fim.
abril 28, 2012
D. Or. D. Eus.
Diziam que Ele sempre estaria aqui com ela, a ajudando, a apoiando e lhe dando forças para aquelas coisas pela quais não conseguiria ir pra frente. Pois bem, ela não está conseguindo e Ele não está aqui. Não a abraça, não a beija e muito menos lhe dá conselhos, não a mostra caminhos ligeiros.
Diziam que Ele não tinha coração porque Ele já era um, um coração dos pés a cabeça, cabia-o amor sempre, sem apertos, sem dor e com vãos, tais que seriam preenchidos pela dor que, futuramente, seria curada. Pois bem, el não está se curando.
Fica pensando nos seus erros, nas suas ignorâncias e na vida. Fica refletindo o porque de tanta dor, mas sempre tem alguém que quer comparar sua vida com algum enfermo, algum morador de rua, alguém em coma, deficiente... Não, não tem nada a ver, cada um tem aquilo pelo o que cativou, não o convém. Cada um tem suas doenças por má sobrevivencia ou maus cuidados.
Aquele drama que lhe verte entre os dedos, entre as palavras e entre as lágrimas é tão melancólico, não chega a ser bonito. Talvez porque não seja uma história de amor, apenas uma história da dor, dor de estar viva, dor dos problemas existenciais, dor da própria dor, dor de estar aqui e sofrer, dor de não conhecer direito a felicidade, porque em pleno vinte e um anos de idade tal vida viveu de tudo, mas não teve de nada. Ou de tudo. Quem sabe? Onde se encaixa o molde nunca é perfeito, sempre vaza aquilo que deveria ser completado nela, por ela, com ela, aquilo que deveria a completar. Não completa. Não cabe. Não fixa. Desencaixa fácil. Cai. Não cabe. Não a completa.
Ela quer estar com Ele, quer ajuda, apoio, quer abraços, beijos, conselhos... Ele não vem e Ele não a vê. Ela tem um coração bom, até, maldade todos tem um pouco, ninguém é perfeito... Nem Ele.
Ela tenta, mas já não o vê como dizem... Ela diz quem Ele é, assim ela acredita mais. Grande, escuro e sem fim... Iluminado pelas estrelas.
abril 21, 2012
"It's gonna hurt, but I love the pain."
Ela ainda se pergunta os motivos de estar viva. Ela ainda se questiona os fatos de sua dor. Merecidos? Consequências? Castigo? Carma? Ela não sabe, mas acredita nos piores motivos possíveis. Ela acredita que uma dor passa machucando mais, ferindo mais. E o faz. Revira o que tem para estar alí, sofrendo e se goterjando em lágrimas. Se compele em sádicas substâncias. Se complica em brigas, sentidos e imagens. Dor. Se complica em passados que não existiram e futuros não sábios. sabidos? Imaginados. Sonhados. Ela acha que tem tudo sem nada ter. Ignorante. Gasta sua energia sádica em falsas feições, compelindo imagem mórbida e ávida. Escárnio.
Ouviu dizer que Domingo seria frio e chuvoso e se lamenta por esta noite não estar assim, podendo, dessa forma, se camuflar alí. Sempre escuta em buscar a fé em tal circunstâncias. Sempre tenta crer, sempre se desacata. Só resta o Universo, única coisa real que essa menina-mulher acredita. "Talvez Deus possa estar dos dois lados da arma." Talvez ela crie crises e doenças, fraquezas e inseguranças e tudo isso o Universo passa a dar-lhe. Ou ela mesma passa a acreditar e ver. Psicológica. Ela diz: "Isso não termina, porque ainda não tem fim, só voltas, voltas e voltas, como um pequeno círculo centrado. Só." E roda e roda e roda e roda... Nâo sai, não entra. Não fica, não vai. Estreita linha curva reta.
fevereiro 26, 2012
Sentimento traidor
É domingo, é saudade.
A dor mais perigosa que em meu peito arde.
Eu precisei do consolo do teu abraço
Ou até mesmo um cheiro de um estranho passado
Passado estranho que em minha pele corre
Fugindo das histórias
fugindo dos pensamentos em bares feitos de porres.
Arde.
A história acabou há tanto tempo
Eu a fiz sem esforço, eu a fiz pela dor
Meus olhos eram úmidos, dores secas
Errado amor.
A quantidade de droga líquida que corre em minhas veias
Envenena quem eu "libertar", porém,
O teu veneno que tomei chegou, me calou
Satisfação não garantida me mantém refém. Me dobrou.
Vai. Me for.
Compreendi seu erro, aceitei suas desesperanças
Me fui, isso foi tudo o que eu fiz
Eu as tenho, eu as olho e não sinto nada.
Eu as sinto, eu as toco. Essa é tua cicatriz.
Penso como fui. Hoje... Hoje tão feliz.
Infeliz. Saudade. Des-saudade.
Corrompi.
(Jéssica M Oliveira)
A dor mais perigosa que em meu peito arde.
Eu precisei do consolo do teu abraço
Ou até mesmo um cheiro de um estranho passado
Passado estranho que em minha pele corre
Fugindo das histórias
fugindo dos pensamentos em bares feitos de porres.
Arde.
A história acabou há tanto tempo
Eu a fiz sem esforço, eu a fiz pela dor
Meus olhos eram úmidos, dores secas
Errado amor.
A quantidade de droga líquida que corre em minhas veias
Envenena quem eu "libertar", porém,
O teu veneno que tomei chegou, me calou
Satisfação não garantida me mantém refém. Me dobrou.
Vai. Me for.
Compreendi seu erro, aceitei suas desesperanças
Me fui, isso foi tudo o que eu fiz
Eu as tenho, eu as olho e não sinto nada.
Eu as sinto, eu as toco. Essa é tua cicatriz.
Penso como fui. Hoje... Hoje tão feliz.
Infeliz. Saudade. Des-saudade.
Corrompi.
(Jéssica M Oliveira)
fevereiro 19, 2012
Alfa
Havia fotos, havia rostos
Havia vidas, mortes e desejos. Gostos.
Precisei ficar, resistir
Desidi ficar, então comecei agir
Aqueles sorrisos e lágrimas
Tinha sofrimento, tinha guerra
Sentimentos
A felicidade desatou de meus dedos, partiu
Eu, Omega, só fiquei porque a tristeza me fez companhia
Ela, Maria - minha felicidade, se foi. Partia. Morria
Se Ele sorriu, seu bem fazia
No fundo, à noite, escondido, uma coisa sempre lhe vinha
Choraria. Ou sorria. Quem entenderia?
Esses demônios dentro de mim
Essas fantasias ninfalógias que queria
Que fazia
Havia mortes. Toda noite uma Maria
Tenho uma lista.
Aqueles que matei. Que mataria.
(Jéssica M Oliveira)
Havia vidas, mortes e desejos. Gostos.
Precisei ficar, resistir
Desidi ficar, então comecei agir
Aqueles sorrisos e lágrimas
Tinha sofrimento, tinha guerra
Sentimentos
A felicidade desatou de meus dedos, partiu
Eu, Omega, só fiquei porque a tristeza me fez companhia
Ela, Maria - minha felicidade, se foi. Partia. Morria
Se Ele sorriu, seu bem fazia
No fundo, à noite, escondido, uma coisa sempre lhe vinha
Choraria. Ou sorria. Quem entenderia?
Esses demônios dentro de mim
Essas fantasias ninfalógias que queria
Que fazia
Havia mortes. Toda noite uma Maria
Tenho uma lista.
Aqueles que matei. Que mataria.
(Jéssica M Oliveira)
janeiro 16, 2012
Agridoce

Liberto mesmo. Eu liberto seu mal mesmo. Eu quem fico com seu mal. Tomo ele porque é quando fico desesperada quando isso começa correr em minhas veias. E mesmo que longe como perto, pois perto é quanto te entrego minha paz para sugar o azedo que em ti corre, mesmo que no seu paladar. Isso depende do sabor agridoce que lhe proporciono, porque é assim que é, assim que o faço. Nem doce demais, nem salgado demais, mas que ambos sejam mal equilibrados, o sabor é tão insaciável. Agonizante. Como se quiséssemos saber porque tem que ser assim; misturar, enganar, agonizar, querer diferenciar pra entender que podemos nos acostumar com isso. Questão de sabor. Questão de gosto. Questão de aceitar. Ou não. Algo mudou. O agridoce não me agrada. Algo mudou. Gosto da paz que lhe dou. Gosto dos demónios que em mim vivem, porque, talvez, eles me libertem da mesma forma que os anjos o faz. Vivemos bem. Como o sabor agridoce dos outros. Algo mudou. Prefiro o agridoce que temos. Que somos.
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