dezembro 22, 2011


Eu preciso de um tempo para mim. Tomar meu ar em paz, tomar meu fôlego em paz. Refletir, sonhar, imaginar e xingar muito. Equilibrar os efeitos de saber o que posso ou não por dever poder ou não poder. Não controlar ninguém por não ter o direito, muito menos mandar. Com exceções - maneiradas -. Eu preciso de um tempo para mim. De um trabalho, amigos relativamente espontâneos, porém, errados. Eu preciso aprender a precisar. Eu preciso aprender a querer viver minha vida, começando pelo início, começando pelo começo, começando pela atitude que nunca vou conseguir tomar. Na verdade, eu acho que eu preciso sumir um pouco. Preciso aceitar como o meu mundo é. Meu mundo. O mundo dos outros, o que, relativamente, seria um todo, um resto; vocês... seria outra coisa diferente, aquela pela qual nunca consigo me adaptar. Tudo bem, eu sempre imaginei que esse não seria o meu lugar mesmo. Tenho lá minhas conclusões mórbidas sobre minha existência. É... "Mórbidas", acho que essa é a definição. "Patético" também se encaixaria.
Sabe... Acho que o problema não é eu aceitar não estar com o todo, e sim aceitar vocês estarem aqui. Mundo diferente, coisa que eu sou. Não única, inteligente, especial, melhor... Apenas diferente. Há guerras. Sempre terá guerras. Essa inquietação constante me sufoca. Correr para um lugar onde não existe me desgasta. Respirar um ar a mais do que o necessário me encurta. Sofrer o desnecessário me envelhece. Sorrir espontâneamente me iludi... Sem fim. Sem começo. Só a ilusão mal feita de linhas transversais que nunca de alinham. Nunca se encontram. Sempre se distorcem e erram. Por isso eu corro, respiro, sofro, sorrio. Talvez eu precise parar. Entrar em transe. Talvez eu não precise.

agosto 05, 2011

Estava difícil. Não. Foi difícil. Havia uma confusão naquela cabeça. Havia uma percentagem de vantagens para aquilo acontecer e não acontecer. Ela sabia disso, como ela também sabia que poderia controlar. Pensava ela, pelo menos. Era corpo a corpo, carne, sangue correndo, toque, olhares, tudo frente à frente, e ela foi, se entregou alí mesmo. Não ligou pros cortes que ele te causaria mais tarde, cortes profundos que ninguém via, mas ela sentia, sentia aquele dor insuportável, irritante, esperava estar sozinha para chorar ou gritar. Machucava tanto. Pra que isso? Ele gostava disso, de vê-la o amando, de vê-la lá, fazendo coisas dais quais o agradavam. Foda-se, pensava ela.

Droga, é difícil, entende? Droga. Sabe quando tudo fica escuro e o que te resta é audição? Você não vê nada, só escuta, tenta correr no escuro procurando a voz mas, mas está longe. Longe. Tenta, tenta, mas chega, se aquele som que pode vir até você não vem, porque você tem que ir lá? Então você senta e fica lá feito um Castiçal disso tudo, um "Creep". Dorme com outros vozes, sussurros. Coisas que te fazem gritar. E você grita. Grita bem alto. E só é sufocada porque sabe que ele está lá, mas e ele te percebeu lá? Não. Ele não quer, então quando ele resolver querer te ouvir, ele vai te ouvir e ir em direção de sua voz, sussurros e gritos também. Quem sabe quando houver um caminho fácil que te leve até lá, uma luz, de repente. DROGA. Nunca dá pra entender ou concluir essas coisas. Imagino cortes, imagino dores, desejo dores, desejo sofrimento alheio, desejo que sofra, não consigo ter dó. Foram sofrimentos, dores, lágrimas. Acabou. Fiquei surda e me acostumei sem aquela voz, aqueles sons, os gritos, o toque. Então querem te colocar nesse lugar de novo, te cegaram. Não. Droga, não quero. Ela não quer. Você pretende, mas não vai dar certo.

Esses tempos eu vi o sol. Vi a lua... Gosto dessas coisas. Domingo eu saí, vi a grama e tomei um sol tão calmo nela. Estava um pouco úmido porque havia garoado na noite anterior, mas estava bom, confortável. Passaram algumas horas e havia secado. Era seu aniversário. Pensei sem saudade e ainda sorri, lembrei das coisas e momentos, sejam eles bons e ruins... Eu sorri. Algo como se fosse seu primeiro beijo que foi estranho, sem graça, mas quando está com seus amigos no colegial se lembra e sorri. Quando se é criança assim, tendem a demorar um pouco pra passar essas coisas. Acho que aos vinte anos já não se tornam tão devagar. Você está aprendizado, sabe das coisas, então deixa as coisas passarem mais rápidas. Se acostumam saber que aquilo foi ontem e não pode voltar para mudar para fazer diferente ou melhorar as coisas. Ou tenta mudar no futuro enquanto estiver com o passado nas mãos, ou você segue em frente conformada. Me acostumei sem.

junho 25, 2011

18hrs18

Tava na pior, tava perdida quando você chegou.
Tudo escuro na minha vida, sempre de mau humor.
Mas eu sabia que aquilo tudo era fase.
E quando eu tava saindo você se aproximou.

Eu tava mal, mas no meu canto eu não corria risco.
Trocando lágrimas velhas por que era preciso
Você chegou botou moral e um tosco sorriso
Uma lábia filha da puta,caí de submissão

Como criança segurei bem firme na sua mão
Mas você me soltou e eu cai de joelhos no chão
Atravessar sozinha a rua seria tão simples.
Agora estou aqui e os carros em minha direção

Pensei que enxergava o mundo, mas estava cega.
As portas todas fechadas e eu as vendo abertas.
Eu desfrutava o tempo livremente sem pensar,
E de repente eu vi a minha vida paralisar

Não vejo por que te escutar
O erro é ter medo de errar
Quem é você pra me dizer
Onde devo pisar

junho 13, 2011

Eu poderia me acostumar com isso.

Estou tentando pensar em como eu poderia escrever sobre o que estou querendo escrever. Aliás, eu estava pensando. Mas essas de eu pensar antes nunca sai como eu planejei. Lembro-me de como eu odiava saber daquelas coisas...
Um dia desses me disseram coisas de qual eu já suspeitava, porém, nunca quisera saber. Nessas bebidas alcoólicas de lá para cá, me embriaguei cinicamente, causei problemas e transtornos em minha mente. Briguei e abracei pessoas que nunca vi. E aquele que eu admirava, adorava, pensava e, talvez, até amava... Viu meu choro. Choro forte, verdadeiro, escandaloso e pior, revoltante. Injusto aquelas palavras ao vento, aquelas declarações ridículas. "Jamais eu deveria saber disso." Logo falei. Não deveria estar chorando, mas quando declarei o que eu sabia e queria justificativas, piorou. Assim como a chuva aumentava. Embora as outras pessoas, só aqueles dois pareciam estar presentes em gritos e choro. E a resposta não me satisfazia. Eu não queria ouví-la. Ouví-lo. Eu queria saber que era mentira, queria a negação, o alívio. Queria-o como sempre o tive. Perto e amigo - para mim, claro -. "Não escolhi isso. Se aconteceu, saiba que a culpa e sua e de algo que me ocorreu aqui dentro, não na minha cabeça. Não te disse porque sabia sua reação. Difícil de controlar, mas eu tento. Sabe disso, senão tudo estaria perdido agora." É... já estava perdido. Se passaram alguns meses depois disso. Não atendia ligações, não respondia nada. Não o queria perto. Pensava que isso ajudaria-o esquecer e cair na realidade, que nada daquilo que sentira era verdadeiro. Não acreditei.
Mais tarde as coisas voltaram como antes. Aceitei voltar. Aceitei fazer as coisas como antes sem pensar naquele dia. Consegui. Mesmo com todos os transtornos, os pensamentos e as revoltas aqui dentro. Se tivesse uma tampa para tapar aquele inferno de brigas, a taparia. Mas não havia tampas. Só um papel que, além de deixar a claridade passar, deixava os barulhos te confundirem. "Se não tentarem, como irão saber?" Não interessa. Pularemos. Quanto tempo? Quantas palavras? Quantas brigas? Quantas caminhadas? Quantas... (!).
Hoje olhei em seus olhos, seu rosto. Mudou tanto. Quanto tempo... Hoje olhei sem que percebesse. Hoje sorri e tentei não sentir saudades. Tentei não desejar tudo aquilo que ignorei por meses por medo. Desejei que sofresse novamente por tudo o que lhe fiz sentir. Que sofra, eu não me importo, tanto que seja por mim. E eu acreditei sim. Quando ficamos perto, quando me olha distraído, penso se ainda sente algo, penso se ainda algo permanece. Acho que não. Mudou tanto. Quanto tempo... Te ignoro sem medo, desligo na sua cara quando eu quiser. Te xingo. Te bato. Te maltrato. Te ignoro. Te odeio. Te amo. Hoje olhei em seu rosto... Havia barba. Havia um homem.... Mudou tanto... Quanto tempo.


Procurando pela verdade nos seus olhos
Me encontro tão perdida pra ser reconhecida
A pessoa que agora você diz ser
Não sabe quando parar ou quando começar
Você está tão apegado a quem você é
E agora você está muito alto para eu poder ver
Eu nunca pensei que chegaríamos a esse ponto
Talvez haja beleza no Adeus
Você nunca se desculpa.
Tenta dizer que me ama. Mas não me culpe.



abril 17, 2011

Desapontamento.


- Tem vezes que nos enganamos, outras amamos. Se isso já não for um sinonimo. Ainda assim, eu espero por Julho e penso em sempre pular Dezembro. Tenho marcas pelo meu corpo, cicatrizes invisíveis de passados assombrados que às vezes me visitam e acabam estragando meu presente e, supostamente, meu futuro. Esperei por momentos que nunca chegaram. Todo dia repito: - Chega, é preciso ignorar e amar quem se ame, quem te ame -. andei negando, desamando e "des-sofrendo". Isso prova para você mesmo o quão forte é, o quão capaz pode ser ao tomar essas atitudes. O pior é que outrem não pensa assim, sempre achando que é exagero demais, motivos demais, mas não... Faça. Fale. Aja. Comente. Ame, principalmente. Prove. Não é exagero demais, motivos demais. É de menos, amor de menos.
Fique... Faremos isso melhor, basta me ajudar. Vamos nos apaixonar de verdade, confiar de verdade.
Tanta ilusão faço por cima disso tudo. É quando penso que algumas coisas poderiam dar certo sem nunca poderem dar, como nunca deu no meio desses tempos todos. Parecem anos. Não, são alguns meses.

"(...) E nós poderíamos ter sido felizes. Que coisa lastimável. Uma coisa horrível estragou todo o resto. Mas isso não se tornará tão frustrante, e eu espero que você encontre o seu caminho novamente, e isso não se tornará tão grandioso, e tudo isso se resume então ao que você fez. - Nós fizemos. - Na noite em que nós brigamos, eu fugi, então você estava certo. Eu decidi, eu decidi, eu decidi arrancar você de mim. Na noite que nós brigamos, eu fugi de sua luz, ela estava exatamente lá. Eu decidi. Mas isso não se tornará tão frustrante, e eu espero que você encontre o seu caminho novamente, e isso não se tornará tão grandioso, e tudo isso se resume então o que você fez. - Nós fizemos. - Uma coisa horrível estragou todo o resto. - Desapontamento."

abril 04, 2011

... Me toca, me tenta e me deixa pra tráz!
Não foi por querer, não te quero mais! (...)

Ontem chorei...

Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento.
- Caio Fernando Abreu

março 20, 2011

Longe dos olhos, longe do coração...

Talvez o silêncio nunca me perdoe por ter dito que te amo. Sou vítima de mim mesmo, de minhas próprias frases, da minha própria consciência. Eu tenho procurado entender a minha vida, mas as conclusões a que cheguei não são nada conclusivas. Esperei o tempo necessário para compreender que na verdade eu não posso ter você. A vida é assim, eu tenho que me acostumar, os dias irão surgir; o sol irá brilhar aqui. E hoje é o primeiro dia do resto dos nossos dias e eu ainda espero por você. Então entre e feche a porta, tente me entender, acalme-se, pois você vai ver. Eu posso te olhar, também posso te tocar... Mas não com o coração. A vida é assim eu tenho que me acostumar, os dias irão surgir; O sol irá brilhar. Então entre e feche a porta, acalme-se, pois você vai ver que estes são os meus problemas, os problemas que não tenho, que crio em minha mente por você.
Por você...
Por você...
Por você...

fevereiro 26, 2011

It's hard to say you love someone. It's hard to say you don't...


Sei que todos somos iguais e diferentes de alguma forma, mas sei e sinto que sou diferente da maioria. Eu queria entender essa coisa presa e fria que, às vezes, eu sou. O meu medo tão grande de me apaixonar com a necessidade de amar (e ser amada), mas acho que isso é de todo o ser humano. Aos meus vinte anos não saberia me descrever. Sei que sinto, sofro, gosto, amo, sou até amada; gosto de brigas casuais que tudo termina em boas risadas... E essa mania e receio tão grande de amar, de confessar isso me contrai de qualquer sentimentos, essa mania de acreditar só em mim e não nos outros, me faz pensar o máximo do meu egoísmo e a idiotice de achar que todos não podem sentir nada por mim - (acho que sempre vou achar isso). Não queria estar falando de amor, paixão, sentimentos... Mas no final eu sempre vou acabar falando disso ou de alguma dor que eu possa estar passando. Acho que só encontro palavras pra isso, acho que vou escrever algo bonito que, futuramente, vou rir e achar o quanto eu podia achar que isso foi lindo. Falar de dores e amores, embora rimem, não é sempre interessante. É uma forma de pseudo-depressão amorosa que só é vivida assim e isso sempre, sempre e sempre. Um dia me disseram que para eu escrever no blog eu precise de alguma inspiração como um amor ou uma dor/desilusão... Bom, todo mundo precisa de alguma inspiração, e as minhas melhores são essas, não necessariamente faço propositalmente para causar tal escrita.
Embora tudo isso que eu esteja dizendo não se resume a nada do quero dizer, e o que eu quero dizer me prende um pouco, é que eu quis alguém para amar, alguém para sofrer e pensar... E eu tenho, eu gosto, eu amo. E sei que estou apaixonada. Sei que diz o mesmo mas, se eu pudesse ter um pouco dessa forma para "to believe"... Nossa, sempre vou ter essa necessidade do sempre "to believe" (de novo, de novo e de novo), e eu quero mais.
... Na verdade o que eu quero é você. Pra sempre em minha vida. Pra sempre em meu coração. Pra sempre só meu! Sou uma pessoa tão difícil de lhe dar e conviver, não sei cuidar direito e ao fazer certo faço pelas beiras onde quase tudo cai rápido demais. Me deixa quietinha cuidando da gente, me deixa quietinha te olhando e te amando, mesmo eu não falando isso sem que me peça. É timidez, desejo contraído, mas sabe que amo e que quero. Me deixa aqui, segurando sua mão perto do meu peito, deixa seus dedos entrelaçarem aos meus, deixa eles ficarem presos, mesmo no calor, deixa a humidade deles respirarem um ao outro, assim, como eu estou respirando você.

thnks fr th 8 mnths


"Eu queria que você soubesse que eu adoro o jeito que você sorri; Eu quero te abraçar bem forte e levar sua dor pra bem longe; Eu guardo sua foto, e eu sei que ela me ajuda bastante. Quero te abraçar bem forte e roubar sua dor... Porque eu fico em pedaços quando fico exposto; E eu sinto que eu não estou forte o suficiente; Porque eu fico em pedaços quando você se vai."
"Porque eu sei, não vou mais chorar de você disser: Vamos embora. Vamos embora."

janeiro 30, 2011

05:03 am. Continuo sem sono... Pensando.


Eu estive procurando todas as palavras pra dizer tudo o que eu não quero dizer, porque no fundo, bem no fundo, tudo o que eu digo são coisas praticamente vazias. E essa minha mania de querer falar algo é inútil, porque nunca me levam a lugares nenhum, muito menos à... Ao quê não importa. Muito menos quem. De que servem tais senão são interpretadas como você às vê? As coisas parecem complicadas. Acho que naquela minha paranóia eu juro que eu poderia acreditar naquelas coisas, mas hoje eu estou sã, e mesmo perto, mesmo longe, não é o que parece. Talvez eu sou aquela garota que precisa demais do que já tenho, sou exagerada e complexada. Mas aí eu fico me perguntando: "Sou eu quem tenho demais ou de menos? - Sou eu quem tenho que ficar nesse estado? - Sou eu quem devo se preocupar? - Sou eu quem errei? - Sou eu quem mereço sentir de uma vez só?" Talvez cada um tem o que merece, e estou dizendo isso não é pra ninguém além de mim, ma reflexão barata das coisas que já passei até hoje. Há tantas pessoas no mundo, no meu mundo, no seu mundo... No mundo em que vivemos, claro. Alguns odeiam demais, roubam demais, choram demais, sorriem demais, sofrem demais, morrem demais, vivem demais, falam de mais, tudo para amar menos. Outros apenas amam. Andei me escondendo nas risadas, no ódio, no sofrer, no morrer... Talvez eu tenha me escondido na ilusão, talvez eu tenha me escondido em mim mesmo, dentro de mim mesma. Talvez em porra nenhuma. Talvez aqui, talvez acolá... E com certeza eu quero que se foda todas essas minhas palavras, porque eu já estou arrependida. No final todo mundo sofre para aprender. Somos egoístas, adoramos a dor, por isso vamos errar sempre. E enquanto isso não parar, ficaremos em guerra, ficaremos em tortura, pensando que estamos machucando o próximo quando no final das contas, o machucado sempre será nós mesmo!


"Tudo que eu sei é que eu sou aquela que pode mudar e mover céu e terra por alguém, se é permitido. Eu faço valer a pena se isso é permitido. E se isso não parece ser, talvez devesse descontrair esse medo de viver novamente. Me fazes sofrer por saber que eu posso e que, supostamente, amo. E preferimos machucar quem nos ama, do que quem não merece amor, que no final seria tu mesmo, e sabes que vai sofrer, vai pagar a língua. Quem ama cede a qualquer coisa, então abusamos, porque ficaremos mimados e confortados nessa pessoa, senão ela, não mais ninguém. Não mais amor."