agosto 11, 2010

A de Amanhecer. A de várias belas palavras, nomes...


Quando a noite cai e vem o amanhã, eu já posso sentir o seu cheiro (cheiro o qual tenho toda noite em minha cama com aquele longo pedaço de tecido que um dia lhe pertenceu), posso sentir seus braços contornando meu curto corpo, corpo no qual é tomado por outro maior, forte, definhado. Seus olhos são tão chamativos, convidativos, mas não tão quanto seu sorriso. Ah, como eu amo aquele sorriso, aqueles dentes, sem falar naquela carne úmida que se encontra dentro de sua boca macia. Seu gosto. Suas mãos pesadas apertam meus ombros e boa parte do meu corpo, me hipnotizando, me fazendo cair e desejar aqueles curtos minutos eternamente. Tão cedo. Tão pouco tempo. Tão intenso. Tão fantástico. Tão inexplicável. Mas me pergunto: Inexplicável pelo curto tempo ou inexplicável por falta de motivos pra negar o medo, misto com a vontade, de dizer que está sendo perfeito? Intrigas sérias, intrigas engraçadas... Tanto faz. Tanto faz quando um abraço faz essa garota - eu - esquecer essas coisas e se entregar aos mimos do maior, mas nem sempre. Estranho seria. Poderia passar horas escondendo meu rosto em seu peito, meu corpo em seus braços, até respirar aquele ar que acabara de aspirar, só para senti-lo alí, bem perto de mim. Às vezes me perco no tempo, em pensamentos bobos. Às vezes, também, me sinto forçar, pensar demais, sentir demais, achar demais... Estranho seria se. Se, mas se, menos se. Estaria achando, pensando, sentindo sozinha? Sem muitas horas para pensar nisso, pois quando penso, ainda volto a me perder naqueles sorrisos que vejo em todas as manhãs, aqueles abraços, seu cheiro doce que inalo como se fosse um ar à mais que ganho. Naquele circulo que nos contorna, posso permanecer alí. Apenas naquele circulo, naquele momento. Pra mim, meu e só em mim. Não há uma comparação, não há alguém, não há igualdade. É algo novo e eu não vou sair, é algo novo e eu não quero desistir. Poderia ficar? Poderia continuar, permanecer alí? Quieta, parada com meus olhos fixos aos seus, ficarei, ficarei até que já não haja mais motivos. Enquanto isso, me deixo viver nessas magias que me vem à tona, e agarro. E acredito. Poderia acreditar? A cada respiração que solto, eu morro, mas a cada respiração que solto, é um sorriso que sinto me correr, me agarrar por dentro, fazendo sentir aquele frio gélido assoprar dentro de meu estômago. Famosas borboletas, que cores são? Verdes? Por que não? Um fim para um começo. Um começo para uma incerteza. Uma incerteza para uma alegria temporária. Destino, coincidência. Não importa nada além do agora, do amanhã cedo. E logo a noite cai, e logo sentirei seu cheiro, novamente.

I, I know how i feel when I'm around you. I don't know how i feel around you.

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