junho 13, 2011

Eu poderia me acostumar com isso.

Estou tentando pensar em como eu poderia escrever sobre o que estou querendo escrever. Aliás, eu estava pensando. Mas essas de eu pensar antes nunca sai como eu planejei. Lembro-me de como eu odiava saber daquelas coisas...
Um dia desses me disseram coisas de qual eu já suspeitava, porém, nunca quisera saber. Nessas bebidas alcoólicas de lá para cá, me embriaguei cinicamente, causei problemas e transtornos em minha mente. Briguei e abracei pessoas que nunca vi. E aquele que eu admirava, adorava, pensava e, talvez, até amava... Viu meu choro. Choro forte, verdadeiro, escandaloso e pior, revoltante. Injusto aquelas palavras ao vento, aquelas declarações ridículas. "Jamais eu deveria saber disso." Logo falei. Não deveria estar chorando, mas quando declarei o que eu sabia e queria justificativas, piorou. Assim como a chuva aumentava. Embora as outras pessoas, só aqueles dois pareciam estar presentes em gritos e choro. E a resposta não me satisfazia. Eu não queria ouví-la. Ouví-lo. Eu queria saber que era mentira, queria a negação, o alívio. Queria-o como sempre o tive. Perto e amigo - para mim, claro -. "Não escolhi isso. Se aconteceu, saiba que a culpa e sua e de algo que me ocorreu aqui dentro, não na minha cabeça. Não te disse porque sabia sua reação. Difícil de controlar, mas eu tento. Sabe disso, senão tudo estaria perdido agora." É... já estava perdido. Se passaram alguns meses depois disso. Não atendia ligações, não respondia nada. Não o queria perto. Pensava que isso ajudaria-o esquecer e cair na realidade, que nada daquilo que sentira era verdadeiro. Não acreditei.
Mais tarde as coisas voltaram como antes. Aceitei voltar. Aceitei fazer as coisas como antes sem pensar naquele dia. Consegui. Mesmo com todos os transtornos, os pensamentos e as revoltas aqui dentro. Se tivesse uma tampa para tapar aquele inferno de brigas, a taparia. Mas não havia tampas. Só um papel que, além de deixar a claridade passar, deixava os barulhos te confundirem. "Se não tentarem, como irão saber?" Não interessa. Pularemos. Quanto tempo? Quantas palavras? Quantas brigas? Quantas caminhadas? Quantas... (!).
Hoje olhei em seus olhos, seu rosto. Mudou tanto. Quanto tempo... Hoje olhei sem que percebesse. Hoje sorri e tentei não sentir saudades. Tentei não desejar tudo aquilo que ignorei por meses por medo. Desejei que sofresse novamente por tudo o que lhe fiz sentir. Que sofra, eu não me importo, tanto que seja por mim. E eu acreditei sim. Quando ficamos perto, quando me olha distraído, penso se ainda sente algo, penso se ainda algo permanece. Acho que não. Mudou tanto. Quanto tempo... Te ignoro sem medo, desligo na sua cara quando eu quiser. Te xingo. Te bato. Te maltrato. Te ignoro. Te odeio. Te amo. Hoje olhei em seu rosto... Havia barba. Havia um homem.... Mudou tanto... Quanto tempo.


Procurando pela verdade nos seus olhos
Me encontro tão perdida pra ser reconhecida
A pessoa que agora você diz ser
Não sabe quando parar ou quando começar
Você está tão apegado a quem você é
E agora você está muito alto para eu poder ver
Eu nunca pensei que chegaríamos a esse ponto
Talvez haja beleza no Adeus
Você nunca se desculpa.
Tenta dizer que me ama. Mas não me culpe.



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