
Liberto mesmo. Eu liberto seu mal mesmo. Eu quem fico com seu mal. Tomo ele porque é quando fico desesperada quando isso começa correr em minhas veias. E mesmo que longe como perto, pois perto é quanto te entrego minha paz para sugar o azedo que em ti corre, mesmo que no seu paladar. Isso depende do sabor agridoce que lhe proporciono, porque é assim que é, assim que o faço. Nem doce demais, nem salgado demais, mas que ambos sejam mal equilibrados, o sabor é tão insaciável. Agonizante. Como se quiséssemos saber porque tem que ser assim; misturar, enganar, agonizar, querer diferenciar pra entender que podemos nos acostumar com isso. Questão de sabor. Questão de gosto. Questão de aceitar. Ou não. Algo mudou. O agridoce não me agrada. Algo mudou. Gosto da paz que lhe dou. Gosto dos demónios que em mim vivem, porque, talvez, eles me libertem da mesma forma que os anjos o faz. Vivemos bem. Como o sabor agridoce dos outros. Algo mudou. Prefiro o agridoce que temos. Que somos.
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