abril 21, 2012

"It's gonna hurt, but I love the pain."

Ela ainda se pergunta os motivos de estar viva. Ela ainda se questiona os fatos de sua dor. Merecidos? Consequências? Castigo? Carma? Ela não sabe, mas acredita nos piores motivos possíveis. Ela acredita que uma dor passa machucando mais, ferindo mais. E o faz. Revira o que tem para estar alí, sofrendo e se goterjando em lágrimas. Se compele em sádicas substâncias. Se complica em brigas, sentidos e imagens. Dor. Se complica em passados que não existiram e futuros não sábios. sabidos? Imaginados. Sonhados. Ela acha que tem tudo sem nada ter. Ignorante. Gasta sua energia sádica em falsas feições, compelindo imagem mórbida e ávida. Escárnio. Ouviu dizer que Domingo seria frio e chuvoso e se lamenta por esta noite não estar assim, podendo, dessa forma, se camuflar alí. Sempre escuta em buscar a fé em tal circunstâncias. Sempre tenta crer, sempre se desacata. Só resta o Universo, única coisa real que essa menina-mulher acredita. "Talvez Deus possa estar dos dois lados da arma." Talvez ela crie crises e doenças, fraquezas e inseguranças e tudo isso o Universo passa a dar-lhe. Ou ela mesma passa a acreditar e ver. Psicológica. Ela diz: "Isso não termina, porque ainda não tem fim, só voltas, voltas e voltas, como um pequeno círculo centrado. Só." E roda e roda e roda e roda... Nâo sai, não entra. Não fica, não vai. Estreita linha curva reta.

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